quinta-feira, 23 de julho de 2009

Curiosidades sobre espécies de tartarugas marinhas


Tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta)
Uma das principais características desta espécie é o tamanho avantajado da cabeça, proporcionalmente maior que a das outras espécies. A cabeça da tartaruga-cabeçuda chega a medir 25 centímetros, enquanto seu casco mede aproximadamente um metro e pesa cerca de 200 quilos. Esta é a espécie que faz o maior número de desovas nas praias do Brasil, procurando preferencialmente as praias do norte do Rio de Janeiro, da Bahia, Espírito Santo e Sergipe. Esta espécie de dorso marrom e ventre amarelado se alimenta principalmente de peixes, camarões, caramujos e algas. Graças à força de suas potentes mandíbulas, consegue triturar as conchas e carapaças de moluscos e crustáceos. O declínio no número de indivíduos da espécie em todo o mundo foi causado principalmente pela pesca intencional e acidental (em redes de pesca armadas para capturar outras espécies), perda de habitat por causa do desenvolvimento de áreas costeiras e desorientação causada pela iluminação artificial em algumas áreas costeiras.
Tartaruga-de-Pente (Eretmochelys imbricata)
A tartaruga de pente, também chamada de tartaruga verdadeira ou legítima, tem o casco formado por escamas marrons e amarelas, sobrepostas como as telhas de um telhado. Esse casco, que pode medir até um metro de comprimento e pesar 150 quilos, era utilizado na fabricação de pentes e armações de óculos, dando assim o peculiar nome popular à tartaruga. Além do casco, outra característica marcante da espécie é a boca, que lembra o formato de um bico de gavião. A tartaruga de pente alimenta-se principalmente em áreas de recifes marinhos costeiros de esponjas, ouriços, peixes, etc., sendo encontrada em todo o litoral do Nordeste. A principal área de desova da tartaruga-de-pente se encontra no litoral norte baiano. A espécie sempre foi muito caçada devido ao uso do casco para a fabricação de jóias. Graças às restrições impostas pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), os níveis globais de caça e comércio da espécie caíram. No entanto, continua sendo uma das espécies mais ameaçadas de extinção no mundo todo.
Tartaruga Verde (Chelonia mydas)
A tartaruga verde recebe esse nome por causa de seu casco, de coloração castanho esverdeada ou acinzentada, medindo cerca de 1,20m. Também chamada de aruanã, esta tartaruga alimenta-se apenas de algas, pesando em média 300 quilos. Jovens desta espécie podem ser encontrados ao longo de todo o litoral brasileiro, mas os adultos preferem ilhas oceânicas, como a ilha da Trindade (ES), o Atol das Rocas (RN) e o Arquipélago de Fernando de Noronha (PE) para desovar. O comércio internacional de tartarugas verdes é proibido, mas a captura ilegal para o consumo local ainda é registrada em diversas partes do mundo.
Tartaruga Oliva (Lepidochelys olivacea)
Com o casco de cor cinza esverdeada, a tartaruga oliva é a menor de todas as tartarugas marinhas, medindo cerca de 60 centímetros e pesando em torno de 60 quilos. Sua alimentação é baseada em peixes, moluscos, crustáceos. Seu apetite por uma grande variedade de alimentos acaba fazendo com que às vezes coma produtos não-adequados à sua dieta, como sacos plásticos e pedaços de isopor jogados fora pelos seres humanos. No Brasil, a maior concentração da espécie acontece no litoral de Sergipe.
Tartaruga Gigante ou de Couro (Dermochelys coriacea)
A tartaruga gigante é a maior espécie de tartaruga marinha conhecida, podendo medir até dois metros de comprimento de casco e pesar 700 quilos. Já foi encontrada inclusive uma tartaruga desta espécie que pesava 900 quilos! O casco da tartaruga gigante é preto, com alguns pontos azuis. Por causa da consistência desse casco, menos rígido que o de outras espécies, esta tartaruga também é conhecida como tartaruga de couro. Esta espécie também destaca-se pelas grandes nadadeiras frontais, que a tornam excelente nadadora, capaz de locomover-se por longas distâncias. Sua alimentação é baseada principalmente em ctenóforos e cnidários (águas-vivas). A tartaruga gigante prefere viver em alto mar (ambiente pelágico), aproximando-se da costa apenas para a desova. Poucas fêmeas desta espécie se aventuram em solo brasileiro, fazendo a desova em praias do litoral norte do Espírito Santo. É a espécie mais ameaçada no litoral brasileiro.
Fonte: www.wwf.org.br/

Um comentário:

  1. Gostei muito desse artigo´.
    É bom saber um pouco mais das vidas que Deus criou e deixou sobre nossa responsabilidade.
    Vejo que muitas pessoas não se importam com a vida de outras espécies, só vê o seu ¨eu¨, sempre querendo mais bem estar para si prejudicando a vida de outros seres tão importantes para a natureza.
    E esse artigo fala de uma espécie que eu acho fantástica e linda na sua evolução de vida.

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